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Informações sobre Erico Santos
ERICO SANTOS: ARTISTA COM INSPIRAÇÃO CAMPESTRE
Com afinidades neo-impressionistas, o artista cria uma arte com características próprias, que vêm do interior de sua memória e imaginação
"Para Erico Santos, vida e arte andam juntas". Assim define o curador e crítico de arte, Carlos Von Schmitt sobre o artista gaúcho. Os quadros São Francisco e Colheita de Marcela, localizados na entrada da Superintendência, no Hall dos elevadores do térreo do Hospital Moinhos de Vento, retratam cenas campestres por meio de uma perspectiva côncava, síntese do seu trabalho.
Conforme Erico Santos, a temática rural é um pretexto para desenvolver a técnica acadêmica e tradicional, com o moderno e diferenciado, que refletem sua identidade artística: "Através do campo consigo unir forma e estilo, sombras e luz. As cores são jogadas com coerência, resultando em profundidade, distância e perspectiva".
Ele afirma que o tema campestre é pitoresco, poético e traz à tona o tributo que deve ser dado às pessoas do campo, além de refletir reminiscências da infância e sua ligação com o interior. "Quando morava em Santa Maria, saía de bicicleta e já estava nas plantações de arroz. Eu veraneava em Cacequi, à beira do rio, andava a cavalo e pela lavoura e essa identidade trago comigo".
As telas, com tinta à óleo, se completam com a presença das mulheres do campo,retratadas na maioria dos seus trabalhos, e que têm como característica saias redondas e coloridas. Em Colheita de Marcela, elas se entrelaçam na frente, atrás e no fundo da pintura. "Já me perguntaram o que são as mulheres, se são japonesas, índias ou africanas. Mas eu não sei, pois não são realistas. Elas representam uma exteriorização de algo interno e têm um jeito próprio de ser". As cores quentes das roupas são suavizadas por aventais brancos. "Eu sempre estudei a sombra no branco e descobri que pode ser tão colorida quanto uma flor que está em primeiro plano, clara e leve", explica.

Como tudo começou

Natural de Cacequi, Erico passou a infância e a juventude em Santa Maria. Seu contato profissional com a arte começou em 1976 quando, a convite do pintor e restaurador florentino Renzo Gori, foi a São Paulo ajudá-lo na restauração de obras de artistas importantes como Cândido Portinari e Di Cavalcanti. Após um ano, retornou a Santa Maria, concluiu o último ano do curso de Direito, mas continuava enviando os quadros à capital paulista.
Em 1981, mudou-se para Porto Alegre e trabalhou como Procurador Autárquico no Instituto de Previdência do Estado do RS. Sempre mesclando a advocacia com a pintura, começou a se introduzir no meio artístico gaúcho.
Em 1987, houve uma demissão em massa no órgão estadual, que também atingiu Erico. "Aquilo foi uma espécie de redenção. Eu gostava da advocacia, mas sempre brinco que, graças ao governador da época, Pedro Simon, hoje sou pintor!"

Depois da redenção

Desde então, Erico começou a dedicar-se integralmente à carreira artística, participando como jurado em salões oficiais de arte, palestrando em universidades e escrevendo sobre arte em jornais e revistas especializadas. Ele já realizou mais de 20 exposições individuais e mais de 150 coletivas, e tem dois livros publicados (Pintura & Palavra e Arte: emoção e diálogo). Atualmente, divide o tempo entre os ateliers de Porto Alegre, do sítio da família, em Montenegro, e a Galeria André, em São Paulo, a maior da América Latina. Trabalhando também em Cremona, interior da Itália, Erico pretende montar um atelier em Milão.
Pintando há 30 anos, o artista acredita que esta carreira é muito longa para o pouco tempo de vida de um ser humano. "O artista plástico evolui lentamente, pois tem um trabalho que corre de boca em boca e tem um aprendizado técnico trabalhoso que acontece por meio da experimentação, até conquistar uma identidade própria".
Casado com a advogada Paula com quem tem dois filhos, Felipe e Gabriel, o artista parabeniza a Instituição pela iniciativa de decorar seus ambientes com obras de arte. "Acredito que todas as obras foram bem escolhidas. São terapias cromáticas e auxiliam tanto os visitantes quanto os que estão internados. É um tipo de arte que reconstitui e revigora, traz otimismo e dá tranqüilidade". E completa: "Para mim, é um orgulho ter quadros em lugares como o Hospital. Gostaria que tivesse mais e maiores. Quem sabe um dia!".
(Esta reportagem com o artista gaúcho Erico Santos foi publicada na
revista Bisturi do Hospital Moinhos de Vento pela jornalista Stéphanie Parker Chagas. )

ARTE - Erico Santos

    Conheça mais sobre o gaúcho Erico Santos, artista plástico que conquista com talento e sensibilidade
    
    Você deve ter notado que nossa capa é especial. Especial tanto pelo que representa, um dos maiores patrimônios culturais do nosso Estado, quanto pela forma como ela foi concebida. Trata-se de um trabalho do artista plástico gaúcho Erico Santos, desenvolvido especial e exclusivamente para esta edição da Construarte. Retratando o Theatro São Pedro, nosso tema da capa, ele presenteia de forma muito cordial a cada um de nossos leitores que terão a oportunidade de conhecer, ou conhecer ainda mais, o seu trabalho. “É uma grande oportunidade de fazer um tipo de pintura que gosto muito e que não é muito comum na minha carreira, uma cena urbana. O Theatro São Pedro é o maior patrimônio cultural dos gaúchos, uma casa que nos orgulha muito e temos que agradecer aos que têm lutado tanto para mantê-lo”, diz o artista. A obra está sendo doada ao Theatro São Pedro.
    Hoje, Erico Santos divide seu tempo entre o atelier de Porto Alegre e o de São Paulo. Ele conta que decidiu se localizar estrategicamente no centro do País. “Penso que um artista tem que se situar estrategicamente onde o seu trabalho tenha condições de ser visto da forma mais ampla possível. Acho que estes meus dois pontos de atuação, em Porto Alegre e em São Paulo, me permitem isto”, conclui.
    ESCOLHA
    Natural de Cacequi, Erico Santos nasceu em 1952. Começou a pintar profissionalmente a partir de 1976, em São Paulo, no bairro Pinheiros, no atelier do pintor e restaurador florentino Renzo Gori. Ajudou Gori a restaurar obras de importantes artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila, Rebolo, Bonadei, Volpi, entre outros e os quadros que pintava eram levados pelos marchandes que freqüentavam o atelier. Em 1977 retornou para Santa Maria, no Rio Grande do Sul para concluir o curso de Direito. De 1978 em diante, alternou a advocacia com a pintura. Em 1981 foi para Porto Alegre para assumir o cargo de Procurador Autárquico no Instituto de Previdência do Estado. Em 1987 passou a se dedicar exclusivamente à pintura onde se tornou um dos líderes no mercado do sul do País. “Acho que a minha vida é a pintura. Não sou filho de artistas, nem de colecionadores de arte. Minha infância foi numa cidade onde não tinha grandes museus de arte e em minha época pouco se falava de pintura nos programas didáticos das escolas que freqüentei. Meu acesso à pintura se dava pelas reproduções fotográficas que via e nas raras vezes que vinha a Porto Alegre com meus pais e eu pedia sempre para olhar as pinturas na vitrine de uma galeria que ficava perto do hotel onde parávamos”, observa.
    EM TODA PARTE
    Erico costuma dizer que o lugar onde menos se encontra uma obra sua é no seu atelier. Isso porque ele trabalha somente por encomenda. Pinta e entrega. A inspiração, diz, vem de toda parte, a qualquer momento, quando pára para descansar, quando caminha pelas ruas, dirige e até mesmo à noite, na tentativa de dormir.
    E para quem quiser saber mais sobre arte, Erico Santos dá a dica. As maiores obras de arte, comenta, estão espalhadas em diversos museus pelo mundo. Mas, é na Itália e na França onde se encontram os mais valiosos patrimônios artísticos da humanidade. “Porque o melhor do Renascimento está na Galleria degli Uffizi, em Florença, a Santa Ceia, de da Vinci, está na Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão, o Juízo Final, de Michelangelo, está na Capela Sistina do Vaticano e as obras mais importantes do Impressionismo estão no museu Orsay, em Paris onde também tem o Louvre, simplesmente o maior museu do mundo onde está concentrada toda a história da arte”, afirma. Para conhecer mais de Erico Santos acesse www.ericosantos.com.br.

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IG TURISMO: A Gramado dos artistas
Criadores que encontram inspiração na cidade gaúcha dão as dicas de turismo
Paula Bosi


Conhecida pelo famoso festival que reúne personalidades do cinema todos os anos, Gramado é muito mais do que cultura, chocolate e frio. Situada na Serra Gaúcha, há 145 km de Porto Alegre e a apenas 5 km da “irmã” Canela, a pequena cidade de 30 mil habitantes costuma receber até quatro vezes sua população durante as férias de inverno e finais de semana. Contruções em estilo colonial que lembram a Europa, geografia privilegiada com vales e lagos belíssimos, cachoeiras, florestas de araucárias e plantações de hortênsias, lojas de artigos em couro e roupas de lã, deliciosos chocolates, cafés e bistrôs, luxuosos hotéis nas montanhas, tudo é convidativo e aconchegante nessa cidade fundada por imigrantes alemães e italianos no fim do século XIX.

Gramado, apelidada de Jardim das Hortênsias, possui até um dia para comemorar a sua flor-símbolo: 7 de julho, Dia Municipal da Hortênsia. Com charme e glamour nas quatro estações, a cidade mantém a herança colonial (ressaltada na Festa da Colônia, em abril) e encanta os turistas que a visitam pela primeira – ou enésima - vez. Em suas montanhas, vales e belas paisagens, esconde-se um encanto peculiar, que serviu de inspiração para as obras do artista plástico Erico Santos e as composições da cantora gaúcha Adriana Deffenti.

Confira o que há de melhor em Gramado aos olhos desses artistas que a conhecem tão de perto:

“Gramado é uma cidade para todas as estações. No inverno, tendo muita sorte, pode-se pegar uma nevezinha; em dezembro, tem o Natal Luz, imperdível. A Rua Coberta é ponto obrigatório para quem quer os melhores cafés, restaurantes e onde, na Estação Gramado (de 27 de junho a 3 de agosto), haverá vários eventos culturais. Pontos turísticos interessantes e belos não faltam: o Lago Negro, o Mirante do Belvedere, a Cascata dos Narcisos, a Igreja Matriz São Pedro e, já que está pertinho, não deixe de ir à Cascata do Caracol, em Canela. Hotéis e pousadas têm a escolher. Todos aconchegantes. Sugiro os que tenham vista para o Vale, como Casa da Montanha, Serrano, Alpestre e Mercure.

Resumindo, Gramado é um pedacinho da Europa dentro do Rio Grande do Sul, com seus chocolates, sua arquitetura peculiar, sua limpeza, sua geografia deslumbrante, suas flores, sua gastronomia e seu povo educadíssimo.

Já estive em Gramado inúmeras vezes, muitas delas só para passar o dia. Houve época em que passei uma semana inteira na cidade fazendo estudos da paisagem local para as minhas pinturas. Muitas obras foram inspiradas na geografia de Gramado, em meus passeios pelo interior, como Margaridas (2007), Mulheres e Flores (2007) e Girassóis (2005).”

http://turismo.ig.com.br/julho/noticias/2008/07/31/a_gramado_dos_artistas_1480344.html

Artista plástico é homenageado pelo Grêmio
17.09.2007
104 Anos de Glória


O artista plástico Érico Santos foi homenageado com uma placa pelo Grêmio nesta segunda-feira. A homenagem faz parte das comemorações dos 104 Anos do Clube. Érico é um apaixonado pelo Tricolor e em setembro de 2005 doou a sua tela “Todos os dias serão Azuis”. A obra ocupa lugar privilegiado na sala da presidência e retrata as grandes vitórias do Grêmio.

Para o presidente Paulo Odone, a tela é pé quente, porque desde que ela chegou ao Olímpico o Grêmio tem conquistado importantes títulos e venceu jogos importantes, como o Gre-Nal.

Participaram da homenagem os membros do Conselho de Administração Túlio Macedo, César Pacheco e Eduardo Antonini, o assessor de futebol, Paulo Pelaipe, o conselheiro José Silvas, além da família e alguns convidados do artista.

Seja sócio do Grêmio.

Origem: site do Grêmio
http://www.gremio.net:80/news/view.aspx?news_type_id=1&id=3224&language=0
Um convite ao diálogo sobre arte
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO DE 1999
Um convite ao diálogo sobre arte





Pintor Erico Santos escreve sobre arte



Érico Santos autografa hoje, o livro 'Arte Emoção e Diálogo', às 17h, no Pavilhão da Feira do Livro. O autor debate nesta publicação questões atuais da arte, tecendo considerações sobre a evolução do gosto, dos estilos e principalmente dos suportes artísticos que tanto desconcertam o público. O autor aborda o assunto numa linguagem objetiva, tornando-a acessível tanto para o público leigo quanto para estudantes de artes. Tanto que algumas faculdades de artes e até de filosofia já adotaram o livro em sala de aula.

Com lucidez e simplicidade, Santos estabelece as bases para um diálogo fértil com o leitor, convidando-o a ser receptivo em relação às diferentes correntes estílisticas, e a reagir positivamente aos estímulos que são expressos pelos artistas em suas obras.






Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil

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Erico Santos pinta a Via Sacra
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 24 DE DEZEMBRO, E SÁBADO, 25 DE DEZEMBRO DE 1999
Exposições são atração
Via Sacra na Igreja Perpétuo Socorro será inaugurada hoje à noite




Érico Santos é o autor das pinturas da Via Sacra



A Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (rua Nelson Zang, 285, bairro Intercap) estará em festa neste dia 24 de dezembro, a partir das 20h, não apenas pela celebração da noite de Natal, mas também pela inauguração das 14 Estações da Via Sacra no templo. Com 60 centímetros de altura por 40 de largura, as obras foram pintadas com técnica de óleo sobre tela.

O autor das pinturas é Erico Santos. Advogado, professor e servidor público, atua no mercado de arte brasileiro desde os anos 70, com participações em salões oficiais, importantes mostras coletivas e diversas individuais. É apontado como um dos pintores expoentes do mercado de arte do Rio Grande do Sul. Já lançou o livro 'Pintura & Palavra e Arte: emoção e diálogo' e é verbete em dicionários como 'Art Trade Internacional Guide of Quotation', de Narcizo Martins, Porto, Portugal, 1993; 'Artes Plásticas Brasil', de Julio Louzada, São Paulo; e 'Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul', de Renato Rosa e Decio Presser, Porto Alegre, 1997.



Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil


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Erico Santos retrata a cultura do Rio Grande
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 1º DE JUNHO DE 2001
Érico Santos retrata cultura do Rio Grande




A Galeria da Vera, na Associação Leopoldina Juvenil (Marquês do Herval, 280), abre, amanhã, exposição individual do pintor Erico Santos. A mostra permanece no local até o dia 16, com horário de visitação das 10 às 12h (exceto nas segundas-feiras), e das 14 às 19h, além dos sábados, das 11 às 14h. A pintura do artista é marcada por efeito exuberante de luzes e cores, jogos de planos e pelo inconfundível movimento impresso às pinceladas, generosas e precisas, na técnica de espatulado. Érico Santos circula no mercado brasileiro de arte desde 1970, com incursões também pela ilustração, cartunismo e desenho publicitário. Atuou de 1997 a 1999 como crítico de arte em revistas especializadas e lançou, em 1998, o livro 'A Pintura e a Palavra'. Na temática das coleções, o cotidiano e elementos do folclore gaúcho, como as vindimas, diversas lendas locais, charqueadas, criações de gado e lida agrícola.





Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil

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Capital e Europa recebem arte do Sul
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 12 DE JULHO DE 2003
Capital e Europa recebem arte do Sul
Mostra de Erico Santos chega à Galeria Da Vera, e 'Missões Jesuíticas' ganha exibição em Portugal



Obras de Erico Santos retratam paisagens campestres



Aarte gaúcha ganha espaços, a partir de hoje, na Capital e na Europa. Aqui, a Galeria Da Vera, na Associação Leopoldina Juvenil (Marquês do Herval, 280), inaugura hoje, às 18h, a mostra de pinturas de Erico Santos, precedida de palestra, às 17h, do jornalista e crítico Jacob Klintowitz. A exposição segue até o próximo dia 20, com visitação de segundas a sextas, das 10h às 12h e das 13h às 19h; e aos sábados, das 11h às 14h. Também hoje, parte para a Europa a coleção completa da exposição 'Missões Jesuíticas do Brasil', que esteve em cartaz recentemente na Galeria Xico Stockinger da CCMQ (Andradas, 736).

A colheita de flores como margaridas e girassóis segue como a temática de primeira escolha de Erico Santos, em obras nas quais as cores vívidas se destacam. Os morros da cidade de Montenegro, onde fica o ateliê do artista, também surgem em algumas telas. Formado em Direito, Santos dedicou-se ainda, paralelamente, a desenho publicitário, ilustrações e cartuns. Atua no mercado de arte brasileiro desde a década de 70, com participações em salões oficiais, mostras competitivas, coletivas e individuais. É de sua autoria a Via Sacra pintada para a igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Capital. Também foi jurado em salões de arte, além de escrever sobre o tema para revistas e jornais. Jacob Klintowitz, autor de 80 livros sobre teoria de arte, arte brasileira e ficção, em sua palestra, 'A Cena Pictórica de Erico Santos', estará abordando a produção do artista.


Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil


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Novas pinturas de Erico Santos na Bublitz
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2004
Novas pinturas de Erico Santos na Bublitz




Uma das obras em exposição



Até o próximo dia 31, é possível conferir a mais recente produção do artista plástico gaúcho Erico Santos, na Galeria de Arte Bublitz (Neusa Brizola, 143). São 16 pinturas nas quais o destaque está no uso mais intenso das cores e outras em que realiza uma nova abordagem cromática, realçando tons próximos ao azul e também ao lilás. Como tema recorrente, as colheitas de flores.

Segundo o crítico de arte Jacob Klintowitz, o artista 'constrói as suas imagens com recursos inteiramente pictóricos. O contorno é definido pela aproximação de cores e o volume é dado pelo movimento do pincel. Em nenhuma de suas telas a figura é definida pelo desenho explícito. No seu caso, a figura é definida por massas cromáticas, a linha é criada por contigüidade de pigmentos, e a cena é minuciosamente enriquecida por escalas harmônicas, tonalidades da mesma cor, e sugestões visuais de figuras'. Santos, de 52 anos, é natural de Cacequi e já expôs seus trabalhos em Milão, Brasília e São Paulo. A mostra pode ser visitada de segundas a sextas, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 16h. Informações pelo 3029-0109.



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Formas e cores nos traços de Erico Santos
O LIBERAL
BELÉM, PARÁ
DOMINGO, 26 DE DEZEMBRO DE 2004


Cenas e motivos campestres são inspiração fundamental para o artista plástico gaúcho  

Um jogo com as formas e cores. Assim o artista plástico gaúcho Erico Santos define, sinteticamente, suas obras em que as cenas campestres são, antes de tudo, um elemento para o exercício plástico. Elogiado por críticos como Jacob Klintowitz e Armindo Trevisan, ele se tornou um artista bem-sucedido também entre o público, ao longo de mais de 30 anos de carreira, e deixou seu nome nos principais dicionários de artes brasileiros.

Erico Santos - que expõe novas telas até o dia 31 de dezembro na galeria Bublitz, em Porto Alegre - diz que as mulheres que aparecem em suas telas vestidas em saias rodadas, em meio a cenas de colheita, são um tema secundário. “Meu interesse mesmo são as possibilidades de usar as cores, o movimento. Minha pintura não é realista. É uma pintura figurativa, mas moderna, com características muito próprias, onde os ângulos são quase que abstratos”, diz o pintor.

Ou como diz o crítico Armindo Trevisan, a pintura de Erico se constrói na sugestão: “Basicamente, ela consiste em apresentar um aspecto parcial da realidade ou dos fatos, na suposição de que a memória e a imaginação do espectador consigam, de acordo com o próprio repositório de lembranças e a inventividade pessoal, completar, e até ampliar, o tema proposto.”

Sobre o trabalho de Erico, Klintowitz diz que o artista “constrói as suas imagens com recursos inteiramente pictóricos. O contorno é definido pela aproximação de cores e o volume é dado pelo movimento do pincel. Em nenhuma de suas telas a figura é definida pelo desenho explícito.... No seu caso, a figura é definida por massas cromáticas, a linha é criada por contigüidade de pigmentos, e a cena é minuciosamente enriquecida por escalas harmônicas, tonalidades da mesma cor, e sugestões visuais de figuras”.

Sem preocupações em reproduzir o real, Erico Santos não parte de fotografias, desenhos ou mesmo de locações. As cenas se fazem na imaginação do artista. Mas ele prima pela coerência com algumas regras da pintura tradicional. “As noções de perspectiva linear, de iluminação da tela, da projeção das sombras, estão sempre presentes nos meus trabalhos. Uma intenção de sintetizar a cor do ambiente, como os impressionistas. Quer dizer, talvez eu não seja realista na forma, mas seja realista na cor. E sempre há movimento.”  O suporte de Erico Santos sempre foi a tradicional tela, trabalhada com tinta a óleo. No entanto, num panorama em que cada vez mais há experimentos de suportes e materiais, ele diz que não se sente “deslocado”.

Assume com consciência suas pinturas como uma linguagem particular. “Não me sinto nadando contra a correnteza, como alguns pintores. Sim, o artista tem que empreender uma busca, mas também acredito que tem um momento em que ele precisa achar. Muito do que vejo dos artistas que estão procurando alguma coisa nova já está se repetindo. Em qualquer uma das últimas bienais de São Paulo você percebe isso.”

Não que a busca pelo novo não seja vista com importância pelo artista gaúcho. “Mas acho que o essencial é a busca de uma novidade formal. De se criar uma personalidade de tal forma que um trabalho possa ser identificado como sendo de um artista mesmo que não esteja assinado. Claro que sempre vão haver semelhanças, mas o trabalho de cada artista deve ser como se fosse a letra dele. Ou seja, você não precisa descartar a escrita para ser original. Até porque se não houver uma linguagem comum, se não houver algum parâmetro comum, isso deixa de ser arte. Mas pode ser sua personalidade inscrita, com uma caligrafia própria.  

Na galeria Bublitz, o artista mostra 16 novas pinturas, dos pequenos formatos até obras de 1 metro por 1,50 metro. Em alguns trabalhos háo uso mais intenso das cores. Noutros, Erico realiza uma nova abordagem cromática, realçando tons próximos do azul e do lilás.

Erico Santos tem 52 anos, é natural de Cacequi, mas viveu em Santa Maria e São Paulo e hoje mora em Porto Alegre. Trabalha como artista plástico desde os anos 70, época em que também trabalhava com desenho publicitário, ilustrações e cartuns. Já expôs em Brasília, em São Paulo e em Milão, na Itália.


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Pintor homenageia o Grêmio
.6.2005 - Pintor homenageia o Grêmio   (site: www.gremio.com.br)

Erico Santos doará um quadro ao clube




Erico Santos (D, na foto), 54 anos, gremista e artista plástico. Não poderia ser outro que não tivesse esse perfil para homenagear o Grêmio no seu aniversário, dia 15 de setembro. Pintor consagrado no meio artístico, dará um simbólico presente ao clube no dia em que o Grêmio completará 102 anos: um grande quadro que mostrará o orgulho e o espírito Tricolor.



Erico é sócio do Grêmio há pouco tempo, desde o ano passado. Mas é nessa hora que se mostra o verdadeiro gremista, “aquele que apóia o time no momento ruim” – afirma.



Erico já havia feito um quadro para o tradicional rival e estava constrangido de, na condição de gremista, nunca, ao longo dos mais de trinta anos de carreira, ter pintado nada a favor do seu time do coração. Como o artista é amigo do conselheiro José Silvas, ambos tiveram a idéia de presentear o Tricolor com um quadro no aniversário do clube. No dia 9 deste mês, eles se reuniram com o Presidente Paulo Odone para acertar a homenagem.



Texto e Foto: Thiago Oliveira, Assessoria de Comunicação Social (ACS).  


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Inauguração da Tela de Erico Santos no Grêmio
Eventos reuniram gremistas no Olímpico

Atualização da placa do Presidente Flávio Obino e doação de uma tela feita pelo artista plástico Erico Santos.
Noite inesquecível fecha dia de aniversário do Grêmio
Porto Alegre - sexta-feira, 16 de setembro de 2005  

As festividades continuaram na presidência gremista onde o artista plástico Erico Santos inaugurou uma linda tela doada ao Grêmio que ficará em exposição ao lado da sala do presidente Paulo Odone.


  
   Grêmio News - Mais Notícias  



  
  
15.9.2005
Noite inesquecível fecha dia do aniversário
Eventos reuniram gremistas no Olímpico



Além da Janela
(Publicado no site www.artesdoispontos.com)

Vindima detalhe ost 100 x 130 cm 2005

Nos escritos de Erico Santos uma frase me marcou: “Há imagens em minha memória: da janela do trem... criança. Subindo a serra... imensas tinas transbordando de escuras uvas à espera de transporte”.

Proust escreveu À la Recherche du Temps Perdu, A procura do Tempo Perdido, a partir das madeleines, espécie de pastelzinho doce, que comia quando menino na hora do chá de tília.

Adulto, o gosto e o cheiro das madeleines e do chá, o faziam regredir à meninice, às pessoas, ao passado. Foi do flash back, da regressão, da memória, que sua literatura nasceu.

Pobre daquele que não tem um gosto, um cheiro, uma imagem a lhe marcar a infância, a meninice, a adolescência.



Vasos de flores ost 50 x 40 cm 2006
Se Proust não tivesse as madeleines, o chá de tília, não haveria a obra proustiana. Se Erico Santos não tivesse a janela do trem, as tinas transbordando de uvas escuras, não haveria pintura.

Poderia existir, mas não seria o que é. Seria outra coisa.
Não seria a “coisa mental” que é. Aquela “cosa” que Leonardo disse que “la pittura è”!

“A cosa mentale” aqui é básica. É ela que diz a Erico o que pintar. Quando. Como Onde. Por que?

É ela que vai além da janela do trem. Que ultrapassa a contemplação. Recria a imagem. Determina a visão, baliza, norteia.

Na tela, flores, mulheres, colheitas, cavalos, bois, se materializam a partir dessa “coisa mental”.



Vaso de flores ost 70 x 70 cm 2006

Fruída pelo espectador em níveis múltiplos de captação. Variáveis de acordo com a sensibilidade de cada um. Não direi como Baudelaire que “a sensibilidade de cada um revela o gênio”.

Direi apenas que ter uma janela de trem, na infância, na meninice, na adolescência, faz enorme diferença.

São Paulo 11 de abril de 2006 12H36’ Carlos von Schmidt




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Erico Santos na Nova André Galeria
Paraná-Online    Ilson Almeida - 14/08/2006
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A Nova André Galeria (Rua Estados Unidos, 2.280, Jardim América), uma das maiores da capital paulista, abriu no dia 8 e encerrará no próximo dia 28 do corrente mês exposição individual do artista plástico gaúcho Érico Santos. Estão sendo exibidas 27 obras, todas em óleo sobre tela, registrando principalmente cenas rurais que ganham colorido e luz intensa no pincel do artista, em composições expressionistas.

Os trabalhos de Érico Santos são muito comercializados no mercado de artes plásticas do sul e centro-oeste do país. “Na foto, sem título, um dos trabalhos expostos”.


As cores do Pantanal
Jornal do Comércio - Porto Alegre, terça-feira, 26 de dezembro de 2006

   O gaúcho Erico Santos foi convidado, juntamente com outros sete artistas plásticos, para participar do projeto "Pantanal Cores e Formas". Seus trabalhos estão em exposição, até 31 de janeiro, na Art Galeria Mara Dolzan (Teldo Kasper, 180), em Campo Grande (MS). Em março, poderão ser vistos no Cultural Blue Life (Brasil, 298), em São Paulo. O convite partiu do crítico de arte Carlos von Schmidt, curador da 15ª e 20ª Bienal Internacional de São Paulo, que escolheu, além do artista plástico gaúcho, Ary Corrêa, Isaac Oliveira, Masahiko Fujita, Mercedes Barros, Gregório Gruber, Yotaka Toyota e Thereza Portes.
  Com apoio da Blue Life, Carlos von Schmidt e a marchand Mara Dolzan deram continuidade ao projeto "Pantanal", inspirado na expedição do barão alemão Georg von Langsdorff, em 1826. No santuário ecológico, os artistas registraram impressões do local, que transformaram ainda em um catálogo e um documentário, a serem lançados na capital paulista. Erico Santos, o único gaúcho selecionado, nasceu em Cacequi em 1952, mas se divide entre os ateliês que mantém em Porto Alegre e São Paulo. Já realizou, ao longo de três décadas de dedicação à arte, mais de 20 mostras individuais e participou de outras 150 coletivas. (foto: CLÁUDIO FACHEL/JC)
Publicado no www.artesdoispontos.com, por Carlos von Schmidt
Erico Santos Vasos de Flores OST 50x40cm 2006



Um pintor do Sul
Ele é do sul. Do Rio Grande. É Gaúcho. De Cacequi. Vive e trabalha entre seus dois ateliês. Um na Rua Padre Chagas, no bairro Moinho de Vento, em Porto Alegre. O outro em Montenegro, a pouco mais de uma hora da capital rio-grandense. Na história do Rio Grande do Sul dois Erico se destacam. O Veríssimo na literatura e o Santos na pintura.


Ambos senhores de suas áreas. Veríssimo que li adolescente e depois adulto e Santos que hoje me emociona com suas colheitas, flores, bois, cavalos. Com sua pintura neo-impressionista, às vezes tendendo para o abstrato, mas sempre mantendo a figura como ponto de partida e sempre de chegada.

Esta nota de hoje é sucinta. É um esboço, um escorço. Traços rápidos sobre a tela, sobre Erico Santos, um pintor à moda antiga, moderno, contemporâneo.
Que ama pintar. Que curte o ateliê, as telas, os pincéis, as tintas, o cheiro das tintas, dos solventes, dos secantes. Que se deslumbra com as cores. Com os amarelos, os vermelhos e azuis.

Acredito que Erico Santos também goste das tachinhas que prendem a tela.
Picasso não abria mão das suas. Uma vez reclamou com o Brassaï, o fotógrafo,
por usar algumas delas. As tachinhas eram dele. De mais ninguém!

Flávio de Carvalho fazia questão absoluta de que as tachinhas em suas telas mantivessem rigorosa e milimétrica distância. Fazia o maior escarcéu quando não seguiam sua orientação.

Pintor que é pintor não cuida só da pintura. Cuida da tela, do chassis, da tinta, dos pincéis, até das baguetes.

Nunca estive nos ateliês de Erico Santos, mas tenho a certeza de que cada coisa está no seu lugar. A luz é boa e o espaço amplo. E que pintar para ele não se limita à tela. É vida. Essência.

Como disse acima, a nota de hoje é apenas uma anotação, dessas que os pintores fazem em pequenos cadernos. A pintura virá depois. Aguardem!

São Paulo 30 de marco de 2006 22h38 Carlos von Schmidt





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